GLAUCOMA e HISTORIA FAMILIAR
“A melhor maneira de se proteger contra o glaucoma é fazendo consulta oftalmológica, principalmente, se houver casos na família. Se tiver glaucoma, o tratamento pode começar imediatamente.”
O glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo (segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS). É uma doença ocular capaz de causar cegueira se não tratada a tempo. A maioria dos casos não apresenta sintomas, ou seja, a pessoa não percebe que está com a doença mesmo quando a pressão ocular está elevada. É uma enfermidade que não tem cura, mas tem controle. Quando diagnosticada no início, o tratamento é altamente eficaz e há maiores chances de se evitar a perda visual.
Grupos de Risco e Fatores Associados
Trata-se de uma doença de caráter hereditário; por isso, os familiares de portadores de glaucoma precisam realizar exames preventivos com regularidade. O ideal é que pessoas com histórico familiar ou integrantes dos grupos de risco façam exames 1 vez por ano, a partir dos 35 anos, conforme orientação médica.
- Idade avançada: Indivíduos com mais de 40 anos (o risco aumenta progressivamente com a idade);
- Raça negra: Indivíduos desta etnia tendem a desenvolver o glaucoma mais cedo, sendo a probabilidade de serem afetados quatro vezes maior em relação aos brancos;
- Altos míopes: Pessoas com miopia acentuada (acima de seis graus);
- Diabéticos;
- Histórico de trauma ocular ou doenças intraoculares prévias.
Como o Glaucoma se Desenvolve?
A principal causa do glaucoma é o aumento da pressão ocular. O glaucoma crônico de ângulo aberto ocorre quando a pressão dentro do olho se eleva no decorrer dos anos, causando danos progressivos no nervo óptico.
Isso acontece principalmente porque um líquido produzido continuamente dentro do olho (chamado humor aquoso) não escoa adequadamente devido a uma disfunção no tecido responsável por essa função (o trabeculado). Como consequência, o portador não tratado começa a perder a visão periférica: ao olhar para frente, enxerga nitidamente, mas perde a percepção lateral, como se estivesse vendo através de um tubo. Esse estágio eleva drasticamente o risco de acidentes, inclusive ao dirigir.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é realizado por meio de um exame oftalmológico cuidadoso, no qual o médico mede a pressão ocular, avalia o fundo dos olhos e, quando necessário, analisa o campo visual. O tratamento adequado pode envolver o uso de colírios, aplicação de laser ou cirurgia, devendo sempre ser seguido rigorosamente conforme a orientação médica.
Cuidados essenciais para o paciente com glaucoma:
- Usar corretamente os colírios, conforme orientação médica;
- Retornar às consultas e exames nas datas prescritas;
- Relatar ao médico os problemas de saúde geral e o uso de outros medicamentos;
- Nunca se automedicar;
- Lavar bem as mãos antes de aplicar o colírio;
- Ao pingar, evitar encostar o frasco no olho, fechar os olhos suavemente e ocluir levemente o ponto lacrimal;
- Lavar o excesso de produto na pele ao redor;
- Caso utilize mais de um colírio, respeitar um intervalo de 5 a 10 minutos entre as aplicações.
As informações aqui apresentadas têm caráter educativo e não substituem a avaliação médica. Em caso de dúvidas ou sintomas, procure um oftalmologista.

